Texto de Reinaldo Passadori – Adaptado por Kelly Campolongo

Gestos

Quem nunca jogou com os amigos jogos de mímicas adivinhando qual filme, música ou artista está sendo representado?

Partindo desse exemplo simples percebemos que fazemos mímicas o tempo todo para mostrar e identificar o que estamos falando, transmitindo nossa imagem aos outros, sem nos atentarmos a isso.

Tudo tem um significado. Alguém andando com a cabeça baixa, um levantar de sobrancelha, os braços cruzados, todos esses comportamentos são mensagens repletas de significados que podem autenticar ou contradizer a comunicação verbalizada.

A expressão corporal começou muito antes da nossa fala, sendo o primeiro recurso usado pelo homem para expressar sentimentos e aspirações.

É o corpo que nos transforma em presença. Isso significa que ele é tudo o que possuímos para nos representar no mundo e sustentar a nossa identidade.

A famosa frase “a primeira impressão é a que fica” é uma indiscutível verdade. Neurocientistas da Universidade de Harvard identificaram duas regiões do cérebro que são ativadas quando formamos uma impressão de alguém que vemos pela primeira vez: a amídala cerebral e o córtex singular posterior.

A primeira é ligada ao aprendizado emocional sobre objetos inanimados e avaliações sociais baseadas em confiança ou em diferenças entre grupos humanos. A segunda atua em decisões relacionadas a valores e recompensa.

Quando vemos uma pessoa pela primeira vez, essas regiões do cérebro são ativadas instantaneamente com menos de um minuto. Daí a importância de nos apresentarmos bem as outras pessoas para não perdermos oportunidades.

O desenvolvimento da comunicação corporal permite a criação de uma ponte entre a linguagem não verbal e o que se pensa, sente e diz, proporcionando coerência e autenticidade às mensagens que transmitimos aos outros.

Gestos e sinais complementam nosso diálogo dando “vida” ao que comunicamos para nosso interlocutor.

Mas será que quando falamos conseguimos gesticular de forma natural e condizente com o assunto falado? Muitas vezes não.

Profissionais especialistas no assunto conseguem identificar de imediato se uma pessoa esta mentindo ou não só por observar a movimentação de seu corpo enquanto fala.

Desde a aparência, corpo, olhar, boca, sorriso, gestos e distância de uma conversa entre as pessoas, possibilitam identificar características e personalidade específica de cada indivíduo.

Dicas

O livro As 7 Dimensões da Comunicação Verbal de Reinaldo Passadori mostra detalhadamente cada aspecto mencionado neste artigo, incluído um guia prático para você treinar sua comunicação corporal.

No Instituto Passadori é oferecido o curso de Comunicação Verbal que lhe possibilita aprimorar e desenvolver as habilidades de comunicação para que cada pessoa fale bem em qualquer contexto, com objetividade, técnica e naturalidade.

Felizmente somos seres em constante transformação. Assim como nossa inteligência e espírito, nossas habilidades também podem e devem ser desenvolvidas. Só depende de nós mesmos.

Visite nosso site:
www.passadori.com.br

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