nov 09

Como havia prometido, vamos conversar nesta oportunidade sobre Diagnóstico.

Em termos de Avaliação Clássica, existem dois tipos de diagnósticos. Diagnóstico a partir de um Planejamento Estratégico Empresarial e o Diagnóstico a partir do Planejamento Estratégico Empresarial Ambiental.

O primeiro tem como variáveis de estudo das empresas, seu ambiente interno e externo e as variáveis de mercado diretamente ligadas a ela e sua atividade.

O segundo avalia o momento atual e futuro da empresa sob análise sob um ponto de vista mais amplo.

O Diagnóstico Ambiental além de avaliar a empresa, tendo como partida as variáveis contidas no Planejamento Estratégico Empresarial, que na maioria da vezes acaba por enfocar de forma equivocada o micro mundo da empresa e variáveis diretamente a ela direcionadas, quais sejam, seus Pontos Fortes, Pontos Fracos, Ameaças, Oportunidade, Clientes, Fornecedores, Mercado e Concorrentes, avalia também, variáveis macroeconômicas que muitas vezes, por falta de dados, tempo, recursos ou mesmo desinformação, são “deixadas de lado”, prejudicando sobremaneira o resultado do trabalho e sua eficácia. Como alguns exemplos que não pretendem ser exaustivos de variáveis macroeconômicas, temos, Fatores Sociais, Demografia, Tecnologia, Economia, Fatores Políticos e Legislação.

Percebemos assim de forma até simplista, que um Diagnóstico digno do nome, precisa ser construído a partir de um Planejamento Estratégico Empresarial Ambiental. Pelo simples e bom motivo de que ele Diagnóstico estará apoiado em um maior e mais completo número de informações, ainda que eventualmente não seja exaustivo.

Para fazermos um bom Diagnóstico, precisamos ter além de uma boa formação técnica, precisamos ter experiência. Somente assim, poderemos interpretar os dados que nos são apresentados e recomendar as rotas que devem ser seguidas ou corrigir as que estão sendo percorridas.

Em existindo todo este “manancial” de fatores, temos então como diagnosticar a “saúde” empresarial de nosso contratante seja ele do segmento de agro negócio industrial, comercial ou de prestação de serviços.

Chegou então a hora de escrever e comunicar o Diagnóstico, se ele mostra que nosso “paciente” está em bom estado de “saúde”, esta é uma feliz missão, mas… e se sua saúde estiver necessitando de algumas “vitaminas”, ou seja, algumas correções de rotas… nossa posição de consultor ou prestador de serviços “celetista ou não” ainda é confortável, mas… e se o diagnóstico mostrar que a contratante precisa de uma cirurgia? O que fazer? Como fazer? A quem comunicar? Como comunicar?

E é sobre este tema palpitante que conversaremos em nosso próximo encontro.

Múcius Vasconcelos

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